Lançamento do livro “Agora Mesmo – Retiro de Catavento” de Hirosuke Watanuki

A Fundação Inês de Castro convida todos os seus membros e amigos para estarem presentes dos 3 momentos de lançamento do livro Agora Mesmo – Retiro de Catavento de Hirosuke Watanuki em edição bilingue japonês-português, com tradução de Mitsutake Ikeda, pela Palimage | Terra Ocre Edições, integrado na Colecção Palavra e Poema em Lisboa, Santarém e Coimbra.

Lisboa | Sociedade Nacional de Belas Artes | 4 de Setembro 2021, 17h30

Santarém | Casa Museu Passos Canavarro | 6 de Setembro 2021, 18h00

Coimbra | Museu Nacional Machado de Castro | 7 de Setembro 2021, 18h00

“Watanuki veio para Portugal em 1956 e por acasos férteis entrou no mundo artístico português e frutificou de forma surpreendente. A sua obra mantem-se em coleções particulares e em pelo menos 14 museus de Portugal: Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado; Museu Nacional de Soares dos Reis; Museu Machado de Castro; Museu de Lisboa – Palácio Pimenta; Museu Municipal de Matosinhos; Fundação da Casa de Bragança; Fundação Calouste Gulbenkian; Museu da Golegã; Museu José Malhoa; Museu Municipal da Figueira da Foz; Museu Abade de Baçal; Museu da TAP e Fundação Passos Canavarro. Voltou para o Japão em 1966 e desapareceu da memória cultural portuguesa, confirmando-se que não investiu na Visibilidade.

Apesar de pouco ter feito para entrar nas luzes da ribalta e fazer-se conhecer, não nos enganemos: Na primeira exposição Exhibition of Works of Contemporary Art Belonging to the Calouste Gulbenkian Foudation que a Fundação levou ao Iraque, para dar a conhecer a sua ação no campo das artes, iam nomes muito sonantes: ; Paula Rego, Christo , Júlio Pomar, Carlos Botelho, Almada Negreiros, René Bertholo, João Abel Manta, Jorge Martins, António Sena, Jan Voss, Sarah Afonso, Eduardo Nery, Ângelo de Sousa e, com eles, Hirosuke Watanuki com uma peça em técnica mista com folha de prata e guache Panorama do porto de Lisboa 1961.”

in Introdução – “WATANUKI Sensei – O Mestre” de Cristina Castel-Branco

“Titular este livro de “Agora Mesmo” é afinal a afirmação de um sentimento tão profundo quanto imanente ao pensamento de Watanuki. “Agora Mesmo” é considerarmos o instante que nos é proposto para nos aproximarmos, seja a que nível for, o de sermos nós mesmos! É termos a consciência imediata do Viver a Vida, com a qual nos podemos, desde logo, identificar afirmando como Watanuki: “Vive o presente e terás Paz”, nesse instante, ou seja, “Agora Mesmo”!

E o que significa ter Paz para o Mestre japonês? É ter a coragem de “rasgar o passado e o já presente”, ou seja, cada um criar para si mesmo a disponibilidade necessária para construir a sua própria história!, a qual no parecer de Watanuki, deve horizontalmente possuir e viver estados de compaixão, de tolerância, de ligeireza, de profundidade e distância, conceitos que devem definir, desde logo essa longa caminhada do viver, o estar humano!

É ser-se percursor! Daí, não se deve procurar falsos apoios, em reflexos contraditórios que nos ultrapassem e levem a uma visão errada de “Nyorai”, ou seja, num eterno retorno, fugindo á consciência imediata do viver a vida para um “vir como se viesse”! Seria, penso, o contraditório de um vazio numa mente reflexiva, que se olhando num espelho só se reflete a si mesmo,” o que está em frente e não ilumina” o que seria uma atitude de um eterno retorno!…

Queremos, pelo contrário, como o sente e afirma Watanuki, alcançar a nossa profundidade no nosso estar e ser, como tal ver longe!”

in prefácio – “Interpretar o Mestre” de Pedro Canavarro

Sobre Hirosuke Watanuki (1926 – 2021):

Nascido em Yokohama, Japão, em 1926. Em 1956, deixa o Departamento de Ciências Políticas da Escola de Pós-Graduação da Universidade Kwansei Gakuin, Japão para partir para Portugal, onde estudou história da diplomacia na Universidade de Lisboa. Permanece fora do Japão por mais de quinze anos, visitando Portugal, Espanha, África e América Latina deixando assim de lado a história da diplomacia para se dedicar à pintura. Trinta e nove peças do seu trabalho foram compradas por vários museus em toda a Europa e África. Vários livros sobre as suas pinturas foram publicados. Watanuki realizou mais de 10 exposições individuais dentro e fora do Japão. A natureza do trabalho e da arte de Watanuki estende-se por diversas áreas como a pintura escultura, a cerâmica e arte do vidro, o design, a poesia, a caligrafia, a gravação em papel de arroz e a tecelagem aplicada à cerimónia do chá.

…sensível aos perfis, aos planos e às suaves gradações de claro-escuro, que sugere pelo simples traço a tinta da China, e pelas sumárias modelações a preto e gris.”, Luís Reis-Santos sobre Hirosuke Watanuki, 1959

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